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Zumbis e Andrógenos

30 maio

Fashion Rio começando hoje e já cheia de promessas de muita coisa interessante pra rolar! Uma delas é a presença do Zombie Boy Rick Genest e d@ garot@ Andrej Pejic no desfile da Ausländer

Repare que usei @ pois Andrej, um homem de traços finos e beleza angelical, tem causado furor no mundo da moda com sua beleza andrógena, chegando a desfilar até pra haute couture feminina de Jean-Paul Gaultier e a ser coroado com o 98° lugar na lista das 100 mulheres mais sexy do mundo em 2011, da FHM (tá certo que o texto publicado pela revista junto da foto foi um tantinho preconceituoso e alguns o tacharam até de  ‘homofóbico’; a revista tirou o texto do site assim que começou a gerar polêmica, mas alguém foi esperto suficiente pra capturar o artigo com o tumblr e dá pra conferi-lo aqui).

O Rick todas nós aqui conhecemos do clipe da Lady Gaga, Born This Way e por estrelar a campanha da Mugler, de Nicola Formichetti (stylist de Gaga!). Além de desfilar, ele também irá tocar na festa pós-show da marca. Que rapaz trabalhador, né? (Melhor ele dar duro mesmo, porque duvido que ele consiga outro emprego que não no show-business).

Cadinho, diretor-criativo da Ausländer, disse que a idéia de ter essas duas personalidades tão distintas no desfile veio do vídeo produzido pela agência Box 1824 – We All Want to Be Young. O video que foi viral na internet fala sobre  a ‘Generation Now’ ou ‘Geração Y’, a nova geração de jovens globalizados, em constante mutação, que sintetiza e miscigena todo e qualquer estilo (pra quem ainda não viu o vídeo, super recomendo… é d+! Confira aqui). Mas vamos combinar que, além dos dois inusitados modelos terem a ver com o conceito da colação, eles também são escolha certa pra gerar mídia espontânea e atrair muitas pessoas ao desfile da marca. Com certeza essa parceria renderá fruto$!

Diferente é cool!

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Diga “xis”!

14 maio

Longe de mim querer filosofar, discutir e, enfim, PIRAR pensando sobre padrões de beleza da nossa sociedade, pelo menos nesse post. Mas tendo sido adolescente em meados de 1990, quando o uso de aparelhos ortodônticos começou a se popularizar aqui no Brasil, ver as modelos do momento estampnado editoriais com seus dentões imperfeitos e o tal do diastema (o ‘espaço’ entre os dentes) é, no mínimo, curioso.

Nada contra. Aliás, acho as garotas Lara Stone, Lindsey Wixson e Georgia Jagger bonitas, exóticas e super modelos de fato.  Na minha opinião, o mais importante numa top-model é atitude, e isso elas parecem ter.  Para Stefano Tonchi, editor-chefe da Revista W , essas modelos representam “[…] o amor pela imperfeição, pelo autêntico. Esses são valores cada vez mais e mais importantes para as novas gerações. Originalidade, autenticidade… em um mundo tão retocado digitalmente”.

Pessoalmente, ainda que reconheça a mensagem bacana que podemos tirar disso (“patinho feio” pode sim virar cisne e sair Vogue \o/), essas modelos continuam sendo magras, altas et famosas. Então, até que ponto é possível nos relacionar com elas? Not so easy…

Seria mesmo o mundo da moda tentando nos transmitir valores  de “aceite a você mesmo” (aka Lady Gaga, Born This Way), ou só mais uma piadinha de mau gosto depois de todo o tempo, dinheiro e dor investidos por nós em tratamentos ortodônticos? Depois de 9 (isso mesmo, n-o-v-e) anos de metais em minha boca, só posso achar que é pegadinha do Malandro! :-S

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